Diálogos sobre o amor

— Guilherme, o que será que acontece quando alguém se cansa de um amor?

— Como assim? Você diz quando não se quer mais estar com uma pessoa?

— É! Sabe essas pessoas que terminam um namoro simplesmente porque não sentem mais aquela coisa que sentiam no começo do relacionamento? Como isso acontece? Por que isso acontece?

— Mari, por que você está perguntando isso? Quer me falar alguma coisa?

— Não! É que dia desses, uma colega do trabalho comentou que estava pensando em terminar o namoro porque não tinha mais vontade de ficar com o namorado dela. Fiquei pensando como isso foi acontecer. Quer dizer, não me imagino não querendo ficar com você assim de repente, sem nada específico ter acontecido.

— Talvez ele só não seja a pessoa com quem ela vai passar o resto da vida junto, se é que esse negócio de “pra vida toda” existe mesmo.

— Não sei… Acho tão estranho. O que você acha que a pessoa começa a sentir quando isso acontece?

— Acho que começa com pequenas coisas. Primeiro a pessoa deixa de ter tanta vontade assim de encontrar outro, de beijar, de contar as coisas…

— E depois?

— Acho que depois…

— Fala, Guilherme!

— Bom, acho que depois a pessoa prefere até ficar em casa sozinha vendo um filme do que ir encontrar o outro…

— Então, você quer dizer que o outro se torna indiferente?

— Mais ou menos isso! Acredito que a primeira coisa que você perde é a vontade de ficar junto, o desejo em si… Até porque é isso que diferencia amizade de amor, né? Então, a pessoa se torna apenas um amigo, alguém por quem se tem carinho, mas não desejo e vontade.

— É verdade… Então, acho que, nesses casos, a primeira coisa que se perde é o desejo físico pelo outro. Isso que vai sinalizar se acabou, porque carinho e amor sempre teremos pela pessoa.

— Eu acredito que sim! Essas duas coisas funcionam juntas em um relacionamento!

— Mas Guilherme, o que a gente faz se isso acontecer com nós?

— A gente continua vivendo o hoje, sem pensar no que pode ou não acontecer depois. Porque o que vale é o sentimento de agora e, neste segundo, a única coisa que eu sinto é que amanhã vou continuar te amando como hoje.

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Escrito por

Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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