Domingos são dias estranhamente reflexivos

Domingos são tediosos, principalmente quando estão nublados e cinzas. Domingos são dias em que a preguiça reina e os pensamentos voam. Não sei por que, mas é incrível como domingos são capazes de despertar o nosso lado mais filosófico. Talvez seja a ressaca do dia anterior que aflore tudo isso, ou talvez eles apenas existam para nos lembrar de que, de vez em quando, é preciso parar.

De vez em quando, é preciso pausar a vida e refletir sobre escolhas, caminhos e sentimentos. Aliás, domingos são ótimos para relembrar antigos amores. Daqueles que deixaram um gostinho de quero mais. Com certeza, todo mundo já teve um desses. Estou falando daqueles amores que tiveram que ir porque precisavam e não porque queriam. Daqueles amores que partiram sangrando porque continuaram amando.

Esses costumam ser os amores mais intensos. É o tipo de amor que consome os pensamentos, ocupa as noites vazias e precisa se controlar para não voltar atrás quando batem aquelas saudades. Até me lembrei de um desses que tive alguns anos atrás. Eu ficava maluca atrás do garoto, confiscava suas redes sociais, saltitava pela casa quando ele me mandava alguma mensagem e voltava nas nuvens quando saíamos.

De repente, ele foi embora. Falou que não podia ficar. Não me lembro muito bem de seus argumentos, mas foi algo parecido com: “Agora não é momento”. Na época achei que meu mundo iria desabar. Temos essa mania de achar que vamos morrer de amor. Novidade do dia: ninguém morre de amor. Passei dias chorando pelos cantos, emagreci alguns quilos e fiquei com cara de desânimo por semanas, ou talvez até meses.

Uma hora tive que me levantar e tocar a vida. Deu tudo certo. Depois aconteceu tudo de novo milhares de vezes. Me apaixonei, não deu certo, chorei e me levantei. Como com tudo na vida. Afinal, ninguém morre de amor.

Olha lá, hoje é domingo e estou aqui me lembrando, refletindo sobre caminhos e escolhas do passado, e pensando sobre o futuro. Não é que domingos realmente são estranhamente reflexivos? Ainda mais hoje, que faz frio e chove forte…

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Escrito por

Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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