Amar é se perder

Sempre fui dessas que quando se apaixona se joga de cabeça. Não penso duas vezes em mover montanhas por um amor. Se essa é a melhor receita para um relacionamento? Gosto de acreditar que sim. Tenho certeza de que vale muito mais a pena um amor completamente maluco, mas vivido com a maior intensidade possível, do que um “meia boca”. Mas, mesmo assim, junto com a intensidade vem sempre a decepção. Quem sente demais, sofre além da conta também.

Já me relacionei com vários tipos de pessoas. Desde os mais intensos como eu, até os mais indiferentes. Até hoje não consegui achar o meio termo, a dose correta que todo mundo procura no chamado “amor tranquilo”. Aliás, o que é esse tal de amor tranquilo que todo mundo quer? Imagino que seja aquele amor sem grandes turbulências. Até eu me peguei querendo isso um dia desses, mas logo depois já começou a me dar aquela coceirinha de quem precisa de algo a mais.

Então me dei conta de que todas as vezes em que um amor aparentemente tranquilo bateu na minha porta, eu logo o recusei. Nem pensava muito e batia a porta na cara do coitado. É, acho que não tem jeito mesmo. Eu sempre fui assim meio maluca e me parece que vou continuar sendo. Até porque não consigo ver graça em amor que não te faz rodopiar de felicidade, sentir frio na barriga, ficar com insônia por várias noites seguidas. Não consigo ver graça em amor que não faz você se perder.

Amar é isso. Amar é se perder. E se perder completamente para se encontrar um pouquinho no outro. Amar é se perder nos rodopios de felicidade, no frio na barriga, na insônia que teima em nos impedir de dormir. E tem coisa mais gostosa do que isso? Amar alguém sem pensar em qualquer outra coisa. Sem nenhum porém, mas, entretanto, todavia… Apenas amar.

É disso que eu gosto. É disso que eu vou continuar gostando pro resto da minha vida. Vou continuar amando intensamente e me perdendo um pouquinho em cada um dos meus amores. Porque eu sei que toda vez que eu me perder, vou me encontrar de uma forma diferente quando precisar voltar. E, assim, toda vez que eu amar, vou me descobrir um pouco mais. Afinal, é quando a gente se perde que a gente se encontra, não é mesmo?

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Escrito por

Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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