Um pouquinho sobre “Lola & Benjamin”

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Galera,

Aqui vai um post um pouquinho diferente para vocês! Quem acompanha o blog já deve estar sabendo que recentemente escrevi meu primeiro romance, “Lola & Benjamin”. Bom, agora estou com uma campanha no Catarse (uma plataforma de financiamento coletivo) para arrecadar parte da grana que eu preciso para publicar o livro!

Enfim, estou aproveitando essa divulgação do projeto para contar um pouquinho mais para vocês sobre o livro, o processo de escrita, e tudo o que me inspirou para escrever! Então, vamos lá 😉

1)Como surgiu a história de “Lola & Benjamin”?

Bom, tudo começou com crônicas em sequência que eu publicava aqui no Para Preencher. No começo, eu realmente não imaginava que a história cresceria tanto. Acontece que no final do ano passado algumas coisas mudaram na minha vida profissional, me formei na faculdade, tirei uns meses de férias, e comecei a me dedicar muito mais ao blog.

Tudo aconteceu meio de repente. Comecei a realmente focar em “Lola & Benjamin”, amarrar mais a história, criar novos personagens e, quando me dei conta, em menos de um mês tinha escrito mais de cem páginas. Fiquei tão empolgada que decidi que seria realmente o meu primeiro livro. O processo todo demorou por volta de uns quatro meses. Na época eu não pensava em publicar. Acreditava que seria um daqueles livros que guardamos na gaveta, mas a vontade de mostrar aquela história para outras pessoas cresceu tanto que eu comecei a ir atrás de editoras e percebi que era sim possível tornar “Lola & Benjamin” um livro de verdade.

2)Quais foram as minhas maiores inspirações?

O amor é o tema central da história, mas “Lola & Benjamin” não se trata apenas disso. O romance aborda todos os questionamentos, dúvidas e inseguranças que os jovens passam em relação à vida profissional e pessoal. Portanto, grande parte da inspiração veio de casos que ouço por ai… Histórias de amigos, de amigos de amigos, histórias que eu já vivenciei, ou que eu até gostaria de viver um dia… Confesso que fui tirando um pedacinho daqui, outro dali e, enfim, deixei cada linha do romance ir nascendo.

Mas acho que um dos maiores motores para o surgimento de “Lola & Benjamin” foi perceber ao longo dos últimos anos uma grande insatisfação das pessoas em relação ao amor. Tenho notado, cada vez mais, muitas pessoas solteiras dizendo que não conseguem encontrar alguém legal para ter um relacionamento estável e comecei a me questionar os motivos disso.

Afinal, por que hoje em dia tem tanta gente que acha difícil encontrar uma pessoa para namorar? Por que parece que os relacionamentos estão cada vez mais complicados se, na verdade, o amor é algo tão simples? Seria o fácil acesso que temos ao outro? O imediatismo que faz com que não tenhamos mais paciência para relacionamentos que exigem tempo e dedicação? Esses, com certeza, foram os grandes questionamentos que ajudaram no nascimento de “Lola & Benjamin”, os questionamentos sobre as mudanças que o amor tem sofrido no mundo contemporâneo.

3)Quem é Lola? Quem é Benjamin?

Eu sempre fui completamente apaixonada pelo nome Lola, porque acho ele muito forte e cheio de personalidade, e a personagem é exatamente isso: intensidade. Tentei criar uma Lola humana, que tem dúvidas, inseguranças, mas que sente tudo de forma intensa. Na verdade, Lola é a representação de muitos jovens hoje em dia. Fez uma faculdade e depois decidiu que queria seguir outro rumo, se apaixonou e não sabe muito bem como lidar com os sentimentos, se sente perdida num mundo cheio de possibilidades, tem dificuldade para encontrar seu propósito na vida… Ou seja, Lola é uma garota muito emocional, que está tentando encontrar o seu caminho.

Benjamin, por outro lado, é bem mais racional. É um garoto diferente e, em certo ponto, indecifrável. Também tem dúvidas e questionamentos como qualquer outro jovem, mas visto que a história é narrada pela Lola, ele é descrito e caracterizado através da perspectiva dela. Ou seja, Benjamin é um personagem construído por meio dos olhos de uma garota apaixonada. Mesmo assim, o que posso deixar claro para vocês é que Lola e Benjamin se completam de uma forma muito estranha e singular. Eles têm um amor diferente e único, mas muito bonito também, daqueles que fazem a gente ter vontade de se apaixonar todos os dias.

4)Foi difícil escrever o romance?

Definitivamente, não. Escrever é a minha grande paixão, então me sentar para escrever era a minha grande terapia. Tinha dias que ficava muito ansiosa para chegar da faculdade, me sentar em frente ao computar, e escrever. Confesso que era cansativo em alguns momentos, mas difícil não. Eu tinha toda a história dentro de mim, só precisava de tempo e dedicação para organizá-la no papel. Acredito que qualquer um que seja apaixonado pela escrita possa escrever um livro, basta ter uma boa história para contar!

Bom, dito tudo isso, para vocês conhecerem um pouquinho mais da história, deixo aqui um trechinho que gosto muito de “Lola & Benjamin”! Se gostarem, quiserem me ajudar nesse sonho e desejarem fazer parte dessa história de amor e autoconhecimento, não deixem de conferir o site da campanha 😉

“Para falar a verdade, eu nem sabia se queria me casar, ter filhos e todas essas coisas, mas se fosse para ficar com alguém, eu só tinha uma exigência: um amor cheio de intensidade. Nunca gostei de coisas mornas e pela metade. Sempre quis amores que me virassem de cabeça pra baixo, que me tirassem o sono e me fizessem acreditar que eu estava participando de algum best-seller romântico do Nicholas Sparks ou de uma música da Alicia Keys.

Era exatamente isso o que Benjamin fazia comigo. Mesmo com todas as brigas e obstáculos, com ele eu me sentia viva. Quantos amores nos fazem sentir vivos ao longo da vida? Desde pequena, sempre que eu me apaixonava costumava acreditar que todos os garotos eram meus grandes amores, mas só com Benjamin eu realmente descobri o que era amar, o que era me importar tanto com o outro a ponto de me esquecer de mim mesma, o que era sentir sem pensar em qualquer outra coisa.”

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Escrito por

Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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