Uma reflexão sobre caminhos tortuosos que nos levam até o nosso objetivo

Hoje parei para pensar. Aliás, eu sempre paro para pensar. Mas dessa vez o questionamento ficou enfurnado dentro de mim.

Aprendi na escola que devemos evitar reproduzir uma sociedade alienada, que “não vive, apenas sobrevive”, para ser bem clichê. Uma sociedade que só pensa em lucrar, que trabalha 10 horas por dia e que não valoriza o ócio. Mas assim… essa semana eu trabalhei 10 horas. Eu estou morrendo de sono. Eu ganhei pouquíssimo pro real valor do meu trabalho. E o que eu devo fazer? Me revoltar? Não aparecer no trabalho?

Infelizmente eu sou mais um indivíduo inserido no sistema. Eu preciso de dinheiro, de experiência. E eu me vi dentro dessa “sociedade alienada” que tanto abominei, que tanto dissertei sobre nas redações da escola (e da faculdade também rs). Por um momento fiquei irritada comigo mesma, não aceitava esse “rebaixamento”. Depois, me aquietei ao me comparar com o resto do mundo; TODOS os meus amigos e conhecidos vivem nesse sistema.

Claro, isso não é algo do que se orgulhar. Mas eu percebi que, para chegar um dia onde quero, ser a pessoa que planejo, eu preciso viver um tempo dessa lógica do trabalho alienante. Era muita ingenuidade da minha parte pensar que assim que estivesse no mercado de trabalho, eu lutaria contra as amarras do mundo capitalista e seria apoiada por uma sociedade justa e feliz. Que seria ok falar “não vou trabalhar 10 horas por dia porque isso não é justo, tá, chefinho?”.

Aliás, eu acho que é até importante a gente viver nesse regime opressor (estou meio dramática hehehe) para compreendermos melhor o que gostamos de fazer, até onde o trabalho significa algo para nós, quem somos profissionalmente, etc. É uma forma de autoconhecimento, que durante a correria e o cansaço da rotina passa despercebido.

Meu plano? Tirar o melhor disso. Há o cansaço, a não equivalência salário-trabalho, as broncas do chefe, os erros. Contudo, se não houvesse, quando chegássemos LÁ (onde quer que isso signifique a você, afinal, sonhamos diferente), não seria tão recompensador. E quem sabe, após guardar um pouco mais de dinheiro experiência, eu não dependa tanto assim dos outros e possa exercer minhas próprias escolhas profissionais, sem medo.

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