Sobre o feminismo

Meu texto hoje foge um pouco dos textos prévios que escrevi aqui, mas sentia a necessidade de expressar o ponto de vista abaixo, e nada como o Para Preencher para me dar este espaço.

Hoje em dia a temática “feminista” está na moda. É moda criticar, é moda discutir, é moda defender. Por um lado, acho isso ótimo. Temos SIM que colocar essa pauta cada vez mais em voga. Por outro, me entristece o medo que algumas mulheres tem de se dizerem feministas devido à atenção que o tema recebe na mídia.

Para mim, é simplesmente natural e inerente a qualquer mulher ser feminista. O que é o feminismo, afinal? Nada mais que direitos iguais entre homens e mulheres. E isso é o mínimo que as mulheres devem exigir. Quantos “ai essas feministas aí”, “credo, essa minha amiga tá meio feminista”, “nossa daí passou aquelas feministas lá” eu já ouvi da boca de amigas MULHERES. Para mim isso não faz o menor sentido. Você mulher tem que gritar a plenos pulmões “viva o feminismo” e não enojar-se quando ouvir a palavra.

‘Ah mas tem várias vertentes do movimento e eu não gosto da maioria’, não importa. O núcleo, o cerne, a essência são direitos iguais, não importa o que você faz para defendê-lo. Em tempos de estupros coletivos, assédios escancarados, indústria midiática sexista e diferença salarial entre homens e mulheres, é nosso dever como seres humanos defender a vida igualitária. E digo: eu, Amanda, não aguento pensar em que roupa vou usar na rua porque tenho medo dos olhares que vou receber. Sim, isso é sim uma luta feminista. Há tantos pontos abrangidos pelo movimento que você ficaria surpreso/a em saber que aquilo que você achava tão natural é, na verdade, puro machismo. Por exemplo, percebeu que na maioria dos banheiros apenas na porta “feminina” há espaço para troca de fralda? Por que o homem não poderia trocar uma fralda também, por acaso cuidar do filho é coisa de mulher? Por que mulheres brasileiras tem seis MESES de licença maternidade quando engravidam enquanto o homem tem apenas cinco DIAS? O homem também precisa cuidar do recém-nascido, é uma responsabilidade mútua. Perpetuamos uma lógica de que lugar de mulher é na cozinha e nem percebemos. Isso para citar apenas alguns exemplos.

Então, amigos e amigAs – principalmente – respeitem o movimento. É algo tão enraizado que demorará a ser superado, mas é preciso todo dia fazer algo a respeito. Não tenha medo de dizer que seu colega está sendo machista, mostre os pontos, não tenha medo. Crie uma sociedade em que suas filhas e netas possam caminhar na rua sem o medo de ser assediada. Crie uma sociedade em que o feminismo é tão natural que as gerações futuras lerão livros de História e ficarão chocadas com o machismo que convivemos hoje. E, mais importante, não tenha medo de defender uma mulher.

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