As suas inseguranças sobre o amor não são só suas

Gosto muito de dar conselhos amorosos para as minhas amigas e, modéstia a parte, acho que sou muito boa nisso. Para falar a verdade, ouvir tantas histórias e diferentes dilemas sobre o amor é uma forma de me abastecer de inspiração.

Um dia desses, conversando com uma amiga muito querida, ouvi alguns de seus receios e questionamentos amorosos. Ela é uma garota incrível: inteligente, sonhadora, ambiciosa, e tudo aquilo que uma pessoa deveria ser. No entanto, ela sente vontade de viver grandes histórias de amor, ela sente uma grande vontade de sentir mais. Quando começamos a conversar sobre as barreiras que a impediam de viver tudo aquilo que ela queria, chegamos a várias conclusões. Dei meus conselhos e ficamos horas refletindo sobre todas aquelas questões.

Quando cheguei em casa, fiquei pensando repetidamente em tudo o que tínhamos conversado e cheguei a uma conclusão: as suas inseguranças sobre o amor não são só suas.

Pois é, as pessoas têm inseguranças realmente muito parecidas. Elas se sentem assombradas pela possibilidade de serem esquecidas, se cobram demais (ou então cobram demais dos outros), ficam com medo de abrirem o coração, de colocarem a cara para bater… A verdade é que elas são muito parecidas, mas quando estão me contando seus casos fico com a impressão de que elas sentem que são as únicas pessoas do mundo se sentindo dessa maneira. Não são.

Somos apenas seres humanos comuns, com inseguranças e medos muito parecidos. Em qualquer lugar do mundo, provavelmente os dilemas de uma garota de 20 e poucos anos serão muito parecidos. Essa mania de acharmos que somos os únicos passando por problemas é algo que deve ser superado, principalmente quando o assunto é amor. Sempre achamos que a grama do vizinho é mais bonita. Olha, vou te dizer que nem sempre isso é verdade…

Então, depois de tudo o que conversei com a minha amiga, uma das coisas que eu realmente gostaria que ela guardasse nesse momento é a certeza de que tem muita gente por aí passando pelos mesmos dilemas que ela.

Querida amiga, o melhor que você pode fazer é trabalhar as suas inseguranças sabendo que elas não são só suas e, principalmente, que elas não são o grande bicho de sete cabeças que parecem. Na verdade, elas são bem comuns. Estão em todas as esquinas vivendo ao lado das pessoas com as quais você convive todos os dias. Estão camufladas no sorriso de uma foto do Instagram. Estão naquela lágrima que sua amiga deixou cair com a desculpa de que apenas estava muito sensível.

Querida amiga, as suas inseguranças não são só suas. São suas. São minhas. São nossas. E isso é a melhor coisa que eu posso te dizer agora. Você não está sozinha, tem um mundo inteiro de pessoas que já sentiram ou sentirão as mesmas coisas que você um dia. Essa é a maior verdade de todas, eu garanto.

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Escrito por

Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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