O dia em que ela se libertou

Uma das coisas que mais gosto de fazer hoje em dia é ouvir os dilemas amorosos de meus amigos. Muitos deles se transformam em crônicas aqui do blog. Recentemente, uma das minhas amigas mais próximas me contou o capítulo final de uma grande história de amor de sua vida. Confesso que fiquei surpresa, não esperava que as coisas terminassem como terminaram e, mais uma vez, seus dilemas amorosos me inspiraram para escrever por aqui.

A história deles era basicamente sobre um amor à distância. Por muito tempo se contentaram com quilômetros e quilômetros os separando, mas não desistiram do que sentiam um pelo outro. Depois de certo tempo se reencontraram. Fiquei aflita, confesso. Estava preocupada com o que isso iria causar na vida dela, mas hoje percebo mais uma vez que o destino sabe o que faz.

Esse reencontro foi mais do que essencial. Já fazia mais de um ano que ela se via presa num sentimento que falava mais alto do que qualquer coisa, mas naquela altura do campeonato eu já suspeitava que ele tinha se transformado numa baita de uma idealização.

Não deu outra. Quando se reencontraram ele foi forte pelos dois e ela foi obrigada a, finalmente, cair na realidade. Sim, ela sofreu, mas de uma forma muito mais madura do que esperávamos. Sofreu, mas sofreu como quem já estava conformada com aquele fim. Sofreu, mas sofreu de maneira forte, percebendo que aquilo era mais do que necessário.

Como estou cheia das confissões nesse texto, confesso que não poderia ter ficado mais feliz por ela. Muitas vezes ficamos presos a alguns sentimentos que parecem eternos e, de repente, dá um clique na gente e caímos na real. Percebemos que aquela pessoa nem é tão incrível assim e que podemos sim seguir nossas vidas sozinhos ou com outro alguém.

Às vezes, o caminho errado nos leva para o lugar certo. Às vezes, o papel de uma pessoa não é ficar para sempre, mas nos ensinar algo, nos obrigando a crescer e amadurecer para o que vem lá na frente. E acredito que o papel desse amor na vida dela tenha sido exatamente esse. Hoje, enxergo essa amiga com outros olhos quando o assunto é relacionamentos. Vejo o quanto ela cresceu nos últimos tempos e tenho um orgulho imenso disso. Mas muito mais do que isso: sinto uma paz enorme ao ter a certeza de que ela finalmente se libertou.

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Escrito por

Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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