Carta para os que voltaram a acreditar no amor

Não, eu nunca deixei de acreditar no amor. Até porque a dor proveniente de um amor também nos faz ter certeza de que o amor existe e continua latejando, mesmo que seja em formato de sofrimento. O que aconteceu foi que eu deixei de acreditar no amor que fazia bem. Isso porque, ao seu lado, descobri a forma mais difícil de amor. Aquele amor que mais faz chorar do que sorrir,  que faz questionar se estamos no caminho certo, se estamos fazendo papel de idiotas, ou se era pra ser assim mesmo. Aquele amor que nos faz pensar milhões de vezes: “Será que todos os amores são assim ou somos nós que estamos de ponta cabeça?”.

Pois é, éramos nós que estávamos de ponta cabeça, mas eu só me dei conta disso quando encontrei uma pessoa capaz de me provar que existem outras formas de amor. E foi nesse momento que eu voltei a acreditar no amor bom, no amor que existe descolado da dor, no amor que mais faz sorrir do que chorar e em nenhum momento nos faz questionar se estamos fazendo papel de idiotas.

Foi ao encontrar essa pessoa que eu me dei conta de que, ao seu lado, realmente tinha deixado de acreditar no amor que faz bem. Acabei me acostumando à dor como se ela fosse a coisa mais normal do mundo. Mas o que há de normal em amar alguém que só nos faz sofrer?

Normal não é, mas às vezes precisamos dessa dor para que, lá na frente, sejamos capaz de valorizar ainda mais alguém que nos prova todos os dias que o irmão gêmeo do amor é o sorriso e não a lágrima. Alguém que até nos faz esquecer o quanto um amor pode ser doído. Alguém que nos faz acreditar todos os dias na forma mais bonita de amor.

Então, meu querido, aqui vai o meu muito obrigada. Obrigada por ter me machucado, por ter levado o meu coração tão bobo até você, por ter conseguido fazer com que eu desacreditasse no amor bom. Foi você, com o seu amor todo doído, que me levou até a pessoa que hoje eu acredito ser a melhor forma de amor que existe. Então, obrigada. Obrigada por me fazer desacreditar no amor bom para que eu encontrasse alguém muito melhor do que você. E, acima de tudo, obrigada por, de uma maneira muito tortuosa, abrir as portas do meu coração para a loucura que é o amor.

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Escrito por

Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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