A assustadora fragilidade da vida

Não é de hoje que a fragilidade da vida me assusta, mas algumas pessoas realmente só se dão conta de que são meras passageiras nessa jornada que chamamos de vida quando algumas tragédias acontecem.

Não faz muito tempo que a morte do ator Domingos Montagner chocou o país inteiro. Hoje, mais uma vez, fomos surpreendidos. O time da Chapecoense foi vítima de um trágico acidente de avião que matou praticamente todos que estavam no voo.

Em momentos como esse paramos e nos questionamos. Ficamos sem chão porque percebemos que poderia ter sido com nós, com algum amigo ou com nossos familiares. Ficamos arrasados porque nos damos conta de que esse tipo de coisa foge do nosso controle. Ficamos com medo porque nos deparamos com a realidade assustadora de que vamos sim morrer e isso pode acontecer a qualquer instante.

Se ficássemos pensando o tempo todo sobre como a vida é frágil, não conseguiríamos viver. Precisamos de distrações, coisas que no dia a dia nos façam esquecer de que somos efêmeros. No entanto, é preciso sempre ter guardado em algum lugar da mente que a vida nos pode ser tirada a qualquer momento. Só assim aprenderemos a viver da melhor maneira possível, sem deixarmos tantas coisas para amanhã e buscando sempre dizer o que sentimos hoje.

Precisamos acordar todos os dias com a mesma mentalidade que temos durante o dia de tragédias como essa: a certeza de que a vida é extremamente frágil. Precisamos ter um pouco de medo de vez em quando. Medo de sermos levados desse mundo sem aviso prévio, pois esse é um dos principais motores que nos incentiva a realizarmos nossos sonhos hoje e não amanhã. É clichê, mas é verdade: o amanhã pode ser muito tarde.

A lição que mais uma vez fica e que precisamos levar com nós todos os dias de nossas vidas é a mesma que ficou após a morte de Domingos. Nada é permanente, exceto a certeza de que um dia morreremos e deixaremos um pequeno legado para o mundo que continuará girando (sem nós).

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Escrito por

Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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