“La La Land: Cantando Estações”: uma dose de inspiração e paixão.

Atenção: texto contém spoilers!

Confesso que estou pra lá de atrasada, mas finalmente assisti ao filme “La La Land: Cantando Estações”. Tinha expectativas baixas por ser um musical (não sou muito fã), mas algumas pessoas me disseram que a mensagem transmitida era bonita e relevante, então resolvi dar uma chance.

Basicamente, a história gira em torno de Sebastian e Mia, dois jovens que sonham em viver da arte: ele como pianista de jazz e ela como atriz. Por alguns instantes, parece que o filme será bobo e retratará apenas o relacionamento deles em meio a essa busca de sonhos artísticos, no entanto, aos poucos somos impactados pelas consequências de várias escolhas e atos dos personagens.

Dois momentos me emocionaram muito: o fiasco da estreia da peça de Mia e a cena final em que há um flashback do filme todo mostrando como as coisas poderiam ser diferentes se eles tivessem feito outras escolhas. Na cena da estreia da peça de Mia, senti  a dor que ela sentiu ao ver que todo o seu esforço e paixão pelo o que fazia não pareciam ser o suficientes (coisa que todo artista iniciante já sentiu alguma vez); já na cena final do flashback, fiquei refletindo sobre como cada coisa que fazemos (mesmo que seja pequena) afeta os caminhos que trilhamos durante a nossa vida toda.

Outro ponto que me chamou a atenção é que por mais que o casal pareça extremamente apaixonado, ambos sempre colocam suas ambições profissionais acima do amor que sentem um pelo outro. Em todas as oportunidades que possuem para lutarem pelo relacionamento, acabam optando pela carreira. Isso me faz duvidar um pouco sobre o quanto prezam aquele sentimento – ou talvez sejam tão apaixonados pelo o que fazem, que sentem a necessidade de serem egoístas para chegarem aonde pretendem.

Bom, de qualquer forma, “La La Land: Cantando Estações” é muito mais do que um romance bobo. É um filme sobre sonhos, sobre arte, sobre escolhas, sobre paixão. É um filme que nos faz rir e chorar ao mesmo tempo, além de nos fazer questionar nossos próprios caminhos e decisões.

Afinal, quem somos nós? Ambiciosos – e até meio narcisistas – a ponto de colocarmos nossos sonhos acima do amor? Ou eternos românticos que acreditam que nada vale a pena se o amor for deixado para trás?

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Escrito por

Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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