Um brinde aos que moram longe

Morei longe a minha vida inteira. Longe da escola, dos amigos, da faculdade, do trabalho. Sempre precisei planejar os meus compromissos do fim de semana com antecedência, pois tinha que pensar como ir e voltar, já que táxi era muito caro e transporte público poderia demorar até o triplo do tempo.

Quando comecei a dirigir tudo melhorou um pouco, mas foi quando começaram as dores na cervical e gastos excessivos com gasolina. É, rapaz… Morar longe não é fácil. E quando a gente quer sair à noite e depois simplesmente voltar para dormir na nossa cama quentinha? Isso é algo muito raro para quem mora longe, pois dirigir de madrugada na nossa cidade nem sempre é seguro e pagar táxi até em casa faz a carteira chorar. Nessas horas os amigos nos acolhem com o maior prazer, mas muitas vezes ficamos sonhando com a nossa própria cama (risos)!

No entanto, não sejamos tão negativos, não é mesmo? Morar longe proporciona muitas cantorias dentro do carro, momentos de reflexão durante um engarrafamento, e até ajuda a dar aquela desculpa quando não queremos sair e inventamos que não vamos porque moramos longe. Sabe como é, né?

O que eu posso dizer com certeza é que quem mora longe merece uma medalha de ouro por resistência e, principalmente, paciência. Enfrentar de 2 a 3 horas de trânsito todos os dias não é fácil e nem agradável. Quando falamos que estamos cansados no final do dia, acreditem, realmente estamos muito cansados.

Em uma cidade como São Paulo, em que o transporte público ainda deixa muito a desejar, nós que moramos longe sofremos bastante. Seja quem pega o metrô e o ônibus, seja quem dirige mais de 50km por dia numa cidade em que o engarrafamento é diário.

Quando eu era criança queria só morar perto dos amiguinhos para poder brincar à tarde e pegar um cinema sem grandes limitações. Hoje, eu só quero um trabalho que não seja tão longe e uma boa rádio para suprir o tédio e o cansaço quando o trânsito for a maior das minhas preocupações 😉

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Escrito por

Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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