Não basta ter um talento, é preciso ter algo para dizer

Praticamente todo mundo tem pelo menos um talento – você pode ser muito bom em montar apresentações, fazer trabalhos manuais, tocar um instrumento, ou qualquer outra coisa. Por mais que ter o talento seja muito importante, quando se trata de criar uma conexão verdadeira com as pessoas não é o suficiente.

Então, o que é necessário para se conectar com o público?

Recentemente assisti ao filme “Nasce uma Estrela” e a fala de um dos personagens principais me impactou bastante. Entre os muitos temas trabalhados na obra, é explorada toda a questão da carreira artística – Jackson Main, um cantor já consolidado, descobre Ally, uma jovem que sonha com uma trajetória profissional no campo da música.

Logo que a conhece ele diz que, além de possuir talento, Ally tem algo muito significativo para falar às pessoas. Algo que o público realmente quer ouvir.

E é o fato de você ter algo que o público quer ouvir que cria a conexão genuína entre você e o outro. Se o seu objetivo é se conectar, então é preciso ter algo para dizer, algo que realmente tenha valor. É claro que, antes de tudo, é importante que a sua mensagem faça sentido para você, mas isso não basta.

#1 Entenda seu talento

Para criar essa conexão, em primeiro lugar é necessário entender no que você é bom, qual é o seu talento. No meu caso, por exemplo, é a escrita.

#2 Defina como quer difundir seu talento

A partir do momento em que você sabe qual é o seu talento, entenda como transmitirá mensagens relevantes por meio dele. Novamente com o meu caso de exemplo, neste momento preciso compreender se escreverei crônicas, poesias, romances, e por aí vai.

#3 Escolha as mensagens que quer transmitir

Por fim, qual mensagem quero passar adiante? Já sei qual é o meu talento e o formato no qual ele será explorado, mas preciso de um mensagem relevante para me conectar com o público. Quando se trata da escrita, costumo refletir sobre várias questões que são particulares, mas que de certa forma se aplicam a vários seres humanos ao mesmo tempo – principalmente no campo dos relacionamentos. Para isso, presto muita atenção no comportamento de amigos, conversas de trabalho, e outras situações que permeiam o meu dia a dia.

A escrita me deu a certeza de que as dores humanas são as mesmas, só mudam de endereço. Dessa forma, entendo como empacotar a história que quero contar de tal maneira que não perca a minha essência e ao mesmo tempo se conecte com os leitores.

Quando definir as mensagens que quer transmitir, se pergunte:

  • As pessoas também pensam sobre esse assunto?
  • As dores/problemas que estou abordando são relevantes para as pessoas?
  • É um tema que permeia o dia a dia?
  • Estou trazendo um ponto de vista interessante e reflexivo sobre o assunto?

Assim você consegue ter mais clareza se a mensagem é importante apenas para você e não irá se conectar com as pessoas por se tratar de algo muito particular. Isso porque, no final do dia, é importante sempre ter em mente que todos querem receber mensagens que realmente resolvam algum problema, tragam certo conforto ou que gerem alguma identificação.

Por mais que eu não tenha um público gigante, sei que meus leitores realmente querem ouvir o que tenho para dizer, pois consigo abordar problemáticas e reflexões com as quais eles se identificam. E isso acontece porque, aos poucos, fui desenvolvendo tato para captar o que são temas universais, que afligem tanto o meu vizinho quanto desconhecidos que moram na Indonésia.

Bom, pode acontecer também de você ter um talento, mas por ser algo muito íntimo, não sentir necessidade de trabalhá-lo para se conectar às pessoas. E está tudo bem. No entanto, quem deseja mesmo conversar com o público, é extremamente necessário ter algo relevante para dizer e de fato fazer as pessoas questionarem, refletirem, se emocionarem.

Isso é primordial para criar uma conexão realmente genuína. Entenda seu talento, defina como irá transmiti-lo e, por fim, tenha clareza de que a mensagem se conecta com as pessoas. Sempre tenha algo significativo para dizer e, naturalmente, todos irão ouvi-lo. 

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Escrito por

Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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