Crônicas

Eu sempre tive medo de passar a vida toda buscando uma resposta

Desde que me dei conta de que a realidade por si só não era o suficiente, saí por uma busca incessante, nebulosa e até meio aflita atrás de respostas que solucionassem todos os meus anseios.

Por um certo tempo acreditei que tais respostas estavam no amor, no trabalho, ou nos meus amigos e familiares. No entanto, a cada resposta que eu encontrava, outra aparecia – como se fosse um looping infinito. Eu nunca parecia conseguir encontrar a plenitude tão almejada.

Aos poucos parei para refletir sobre o que essa busca significava. Será que, ao encontrar tal resposta, eu finalmente entenderia quem sou? Meu papel no mundo? Qual caminho devo seguir? Se estou fazendo as escolhas certas?

Nunca consegui ter muita clareza. A angústia por perguntas sem respostas continua e deve permear pelo resto da minha vida. E foi quando me dei conta de que o looping seria infinito que aceitei essa busca com mais leveza.

Eu nunca soube muito bem o que estava procurando e, mesmo assim, encontrei algumas respostas no meio do caminho. Algumas pessoas foram essenciais para esse processo, assim como algumas viagens, muitas conversas e horas de reflexões e autoconhecimento.

Bem devagar fui entendendo que somos seres em constante mudança. A cada fase de nossas vidas temos que nos adaptar a determinado contexto, aceitar certas dificuldades, negar outras. Tudo isso não traz apenas amadurecimento, mas também nos faz entender que somos vários dentro de um só.

A resposta que eu sempre busquei e tive medo de continuar buscando eternamente é a resposta para a minha existência. Temos angústias e muitos receios em relação ao futuro. É difícil aceitar isso de coração aberto e abraçar tudo o que vem junto.

Queremos nos sentir totalmente plenos e satisfeitos simplesmente porque é muito mais fácil dessa maneira. No entanto, acontece que esses momentos de plenitude são escassos e curtos. Em seguida já virão novas dúvidas e inseguranças.

Isso é completamente normal. Por muito tempo tive medo de passar a vida toda buscando uma resposta. Até hoje não sei exatamente quais respostas estou buscando, mas sei que se continuo nessa jornada questionadora, então tudo faz sentido. O dia em que não existirem mais inquietudes dentro de mim significa que não estou mais evoluindo.

E se tem uma coisa sobre a qual tenho total certeza hoje é que quero continuar evoluindo, dia após dia. Doa o quanto doer, é isso que faz a vida ser extraordinária.

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Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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