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Literatura

Inspirações para escrever: 3 dicas simples para ter boas ideias

Uma das maiores barreiras que os escritores enfrentam é o chamado “bloqueio criativo”. Sem rodeios, estamos falando de não ter inspirações para escrever.

Recentemente li a obra “Romancista como Vocação”, de Haruki Murakami, e fiquei impressionada (e feliz) ao descobrir que várias das minhas “técnicas de inspiração” são as mesmas do escritor japonês.


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Com o intuito de ajudar quem quer escrever, mas muitas vezes empaca porque não sabe sobre o que escrever, trouxe 3 dicas muito simples e que funcionam muito bem comigo.

É claro que esse processo é pessoal e, portanto, cada um deve encontrar o que faz mais sentido para si mesmo. No entanto, se você não faz nem ideia de por onde começar, espero poder ajudar.

Inspirações para escrever: dicas simples de implementar no seu dia a dia

1. Converse sobre diferentes assuntos com diferentes pessoas

Isso aqui já deu caldo para vários dos meus textos. Por mais que a atividade de um escritor seja muito solitária, para se ter ideias e fazer boas reflexões é preciso viver. As melhores histórias costumam vir de experiências próprias ou de pessoas próximas. São histórias que nos fazem refletir e questionar o mundo a nossa volta.

Uma coisa que aprendi nos últimos anos é que todos nós vivemos dores, alegrias e angústias muito semelhantes. A questão é que, muitas vezes, não conseguimos colocá-las para fora, expressar da melhor maneira.

O escritor existe para isso. Ele é capaz de colocar em palavras o que muita gente sente, mas nem todos conseguem exprimir. Ao se abrir para o mundo, viver histórias e conversar com pessoas diferentes, você estará ampliando o seu repertório.


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Essa prática tão simples, a conversa, é capaz de provocar um turbilhão dentro de nós. Quando ficamos presos ao nosso mundinho, sempre com as mesmas pessoas, nas mesmas discussões e estilos de vida, a nossa mente fica limitada.

O mundo é enorme, basta querer explorar. Abra espaço na sua vida para conversar tanto com o seu amigo de infância que é tão parecido com você como com aquele colega de trabalho que só tem opiniões divergentes da sua.

É claro que nem todas as conversas serão boas ou inspiradoras, mas mesmo aquelas que incomodam provocarão algum tipo de faísca. Podem ser papos leves, rápidos, densos ou mais demorados. Independentemente de como ou com quem, com certeza serão capazes de trazer algum ponto de vista diferente que, eventualmente, pode se tornar um conto, uma crônica, uma poesia ou, quem dirá, um romance!

2. Observe atentamente tudo ao seu redor

Outra dica que, a princípio pode parecer boba, mas eu garanto: faz a diferença. Um bom escritor é um bom observador.

Da mesma forma que conversar com pessoas diferentes sobre assuntos diferentes é uma maneira de abrir a sua mente e criar reflexões que saem da sua zona de conforto, observar o mundo ao seu redor também tem esse efeito.

Repare em gestos e comportamentos, observe conversas, analise como as pessoas reagem em determinadas situações. Fique atento às pessoas no metrô, nas ruas, nos bares. E não se limite aos indivíduos, deixe os ambientes lhe inspirarem também: o tráfego de carros, as luzes espalhadas pela cidade, a movimentação nos restaurantes.

Comece a praticar o quanto antes e tenha certeza de que, aos poucos, esse comportamento vira rotina e você passa a observar tudo ao seu redor de maneira automática.

3. Anote, sempre!

Nada de sentar em frente ao computador e esperar as inspirações para escrever chegarem como uma luz divina, ok? Isso só acontece nos filmes.

É claro que ter um horário para escrever é importante, mas não faça desse o único momento do seu dia em que irá se dedicar a essa atividade. Isso porque pode acontecer de no momento em que você se sentar para escrever, toda a inspiração fugir.

E não é porque você está sem ideias sobre o que escrever que não deve escrever. Para evitar essas situações, crie o hábito de anotar inspirações ao longo do dia.

A partir do momento em que você começar a observar tudo o que acontece ao seu redor e vivenciar mais conversas com as pessoas, as ideias surgirão naturalmente. Não deixe ela apenas na cabeça, pois as chances de esquecer são altas.

Anote no bloco de notas do celular ou em um caderninho. Eu tenho o hábito de anotar no celular mesmo – vou pontuando lá diversas reflexões, frases, ideias, livros. Tudo que possa virar texto em algum momento.

Uma parte acaba ficando por lá para sempre, mas garanto que mais de 70% vira conteúdo. E normalmente conteúdo dos bons! Muito melhores do que aqueles que sofrem para sair quando estamos entediados olhando para a tela do computador e nos forçando a ter ideias incríveis.

O simples pode ser o mais eficaz

Como você pode perceber, essas dicas são simples. Alguns podem dizer que simples até demais, porém, funcionam.

Se mesmo assim precisar de outros estímulos, procure sair um pouco mais da sua zona de conforto, como por exemplo: lendo livros e artigos diferentes ou fazendo um post nas redes sociais fazendo perguntas para as pessoas.

Exercícios físicos, caminhadas e atividades similares podem ajudar a extravasar e tirar a mente de um círculo vicioso também. Também vale tentar se nada estiver funcionando.

Como comentei anteriormente, não há fórmula mágica padrão. As inspirações para escrever surgem de formas diferentes para cada escritor – é preciso identificar os seus gatilhos.

O que não há como negar: o que todos os escritores têm em comum é o fato de serem porta-vozes do mundo. Eles transformam dor, alegria e medo em poesia como nenhum outro tipo de profissional é capaz.

Acredito veemente que os escritores são pessoas diferentes por terem maior sensibilidade em captar e traduzir a vida. E para que essa missão seja cumprida da melhor forma possível, cada um precisa encontrar o seu caminho – sem medo de errar e, principalmente, sem medo de expor a sua voz.

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Criadora do Para Preencher e autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar.

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